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terça-feira, 19 de abril de 2011

Chove!




Dentro do teu verde procuro



Lápis em cores, para o dia mudar.



Maria Izabel

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Velas






são setas as velas

são verdes as vagas

é vago o destino


palavras divagam

dispersa-se a vida

e perdem-se amores
nos versos do vento

pelas veredas do barro

no enigma do verde


pequenos barcos revelam

as rotas de não vagar


são setas as velas

são verdes as vagas


é vago o destino


qual o sentido de amar?



                        Lilia

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tentação

Tentaçao






Graciosa cerâmica!



Sensível à tua beleza,



Sinto-me tentado,



Pela admiração,



A pousar em ti



Um afago de mão.

                                  Sergio Mudado
                              

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Janela sobre o erro

         Janela sobre o erro    


    Ocorreu no tempo das noites longas e dos ventos de gelo:certa manhã floresceu o jasmim do Cabo, e no jardim da minha casa, o ar frio impregnou-se de seu aroma, e nesse dia também a ameixeira floresceu e as tartarugas despertaram.
  Foi engano e durou pouco.Mas, graças a este erro, o jasmim, a ameixeira e as tartarugas puderam acreditar que alguma vez o inverno terminará. Eu também.
           
                               Eduardo Galeano



  

Janela Sobre a memória

       
      Janela sobre a memória

  À beira-mar de outro mar, outro oleiro se aposenta em seus anos finais.
  Seus olhos se cobrem de névoa, suas mãos tremem:chegou a hora do adeus.
  Então acontece a cerimônia de iniciação: o oleiro velho oferece ao oleiro jovem a sua melhor peça. Assim manda a tradição,entre os índios do noroeste da América: o artista que se despede entrega sua obra prima ao artista que se apresenta.
   E o oleiro jovem não guarda essa peça perfeita para contemplá-la e admirá-la: a espatifa contra o solo, a quebra em mil pedacinhos ,recolhe os pedacinhos e os incorpora à sua própria argila.

                     Eduardo Galeano [ As palavras andantes]

domingo, 22 de agosto de 2010

Embarcação

qual o sentido do mar?






são setas as velas

são verdes as vagas
é vago o destino



palavras divagam
dispersa-se a vida
e perdem-se amores



nos versos do vento

pelas veredas do barro

no enigma do verde


pequenos barcos revelam

as rotas de não vagar



são setas as velas

são verdes as vagas

é vago o destino




qual o sentido de amar?


             Lilia

sábado, 21 de agosto de 2010

Muro


Engenharia



É como se fosse escrita,

hieróglifos,

quem sabe, tijolos?

Mas, com certeza construção,

como a arte,

como a própria vida.

                                   Ivan Wrigg